Tratamento

Fisioterapia e reabilitação

O tratamento que continua depois de todos os outros terem acabado. A cirurgia e a medicação mudam aquilo que o corpo consegue fazer; a reabilitação decide quanto disso recupera de facto.

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Porque é que a reabilitação não é opcional

Nas doenças do movimento, o exercício não é um conselho geral de saúde — é tratamento. A reabilitação estruturada e específica para as doenças do movimento melhora a marcha, o equilíbrio e a confiança de uma forma que a medicação sozinha não consegue, e trata precisamente os sintomas que a cirurgia tende a não ajudar: a instabilidade postural, os bloqueios e o medo de cair que surge depois da primeira queda.

O padrão que mais vemos é a evitação. Mexer-se custa, por isso a pessoa mexe-se menos; mexer-se menos custa força e equilíbrio; e a doença parece avançar mais depressa do que na realidade avança. Quebrar esse ciclo cedo vale mais do que qualquer intervenção isolada que possamos oferecer depois.

Em que trabalhamos

  • Marcha — comprimento da passada, balanceio dos braços, viragens e estratégias para os episódios de bloqueio
  • Equilíbrio e prevenção de quedas, incluindo como cair com mais segurança e como levantar-se
  • Treino de amplitude — movimentos deliberadamente amplos para contrariar a redução que define a bradicinesia
  • Postura e flexibilidade, sobretudo a inclinação para a frente e a tração da distonia cervical
  • Força, para que as transferências e as escadas continuem possíveis
  • Fala e deglutição, com terapeuta da fala quando a voz se torna fraca ou pouco fiável
  • Terapia ocupacional — talheres adaptados, organização da casa, estratégias para vestir-se e escrever

Antes e depois da cirurgia

Os pacientes que chegam ao DBS ou ao MRgFUS em condição física razoável recuperam mais depressa e tiram mais partido do procedimento. Quando há tempo antes da viagem, definimos um programa de preparação que pode ser feito em casa.

Depois da cirurgia, a reabilitação decorre em paralelo com a programação do dispositivo durante a estadia de três a quatro semanas. Isto importa mais do que parece: quando a estimulação retira um tremor presente há uma década, o paciente tem de reaprender tarefas em torno das quais se tinha adaptado. A mão funciona; os hábitos têm de a apanhar.

Continuar em casa

Sai daqui com um programa escrito, um vídeo de cada exercício executado corretamente e um calendário. O progresso é revisto nos mesmos pontos de seguimento à distância que o resto dos seus cuidados, e o programa é ajustado em vez de repetido indefinidamente.

Se tiver fisioterapeuta na sua terra, escrevemos-lhe diretamente com a avaliação e o plano.

Doenças tratadas

Doença de Parkinson

Uma doença progressiva do movimento — mas também uma em que o tratamento certo, escolhido na fase certa, pode devolver anos de autonomia.

Distonia

Músculos que se contraem sem que ninguém lhes peça e que puxam o pescoço, a mão ou o corpo inteiro para posturas que a pessoa não consegue desfazer.

Tremores

Nem todo o tremor é Parkinson, e nem todo o tremor precisa de cirurgia. Dar o nome certo ao tremor é a primeira e mais útil coisa que fazemos.

Perguntas frequentes

É tarde demais para começar a reabilitação?

Quase nunca. Os objetivos mudam com a fase — do desempenho e da resistência no início para a segurança, as transferências e a autonomia mais tarde — mas há um programa útil em qualquer momento.

Quanto exercício é suficiente?

A constância importa mais do que a intensidade. Um programa feito quase todos os dias durante um período moderado vale mais do que um plano ambicioso abandonado ao fim de quinze dias — e é assim que o vamos definir.

Não sabe por onde começar?

Envie-nos os seus exames e umas linhas a explicar a situação. Um coordenador responde no prazo de um dia útil, sem custos e sem compromisso.

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