Doença de Parkinson
Uma doença progressiva do movimento, mas também uma em que o tratamento certo, escolhido no momento certo, pode devolver anos de independência.
Tratamento
Antes de falar em cirurgia, a medicação precisa estar certa. Um número surpreendente de pacientes chega com sintomas que não são resistentes ao tratamento: estão apenas subtratados.
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Ajustar a medicação significa combinar o medicamento, a dose e — muitas vezes o mais importante — o horário com cada paciente, e revisar isso conforme a doença muda.
Não é uma formalidade antes da parte interessante. Uma parcela expressiva dos pacientes que chegam convencidos de que precisam de cirurgia está tomando levodopa em intervalos que garantem períodos «off», ou um adjuvante que produz efeitos colaterais confundidos com progressão da doença. Corrigir isso é mais rápido, mais barato e mais seguro do que operar.
Da mesma forma, uma revisão honesta da medicação é o que dá sentido a uma avaliação cirúrgica. «Resistente aos medicamentos» só significa algo se a medicação estava otimizada antes.
Os ajustes são feitos em etapas, e não todos de uma vez, para que o efeito de cada mudança possa ser atribuído. Pedimos ao paciente que mantenha um diário simples — quando tomou a dose, quando começou a fazer efeito, quando o efeito passou —, porque esse registro vale mais do que qualquer observação isolada em consultório.
Para pacientes internacionais isso pode começar a distância, antes da viagem, e continuar depois do retorno em conjunto com o seu próprio neurologista. Em muitos casos uma teleconsulta e um diário de duas semanas respondem à pergunta de se uma viagem a Istambul se justifica.
A estimulação cerebral profunda não encerra a medicação: em geral permite reduzi-la bastante. As duas coisas são ajustadas juntas durante o período de programação, e acertar esse equilíbrio é um dos motivos pelos quais pedimos que os pacientes de DBS fiquem três a quatro semanas, e não uma.
Reduzir a medicação dopaminérgica rápido demais pode gerar problemas próprios, como humor deprimido e apatia. Isso é conduzido de forma deliberada, não deixado ao acaso.
Uma doença progressiva do movimento, mas também uma em que o tratamento certo, escolhido no momento certo, pode devolver anos de independência.
Nem todo tremor é Parkinson, e nem todo tremor precisa de cirurgia. Dar o nome certo ao tremor é a primeira e mais útil coisa que fazemos.
Músculos que se contraem sem que ninguém peça e que puxam o pescoço, a mão ou o corpo inteiro para posturas que a pessoa não consegue desfazer.
Sim. Envie sua lista atual de medicamentos, os laudos recentes do neurologista e um breve diário de sintomas, e a revisão inicial pode ser feita por teleconsulta.
Em geral não completamente. A maioria dos pacientes de DBS reduz bastante a dose diária, mas a medicação continua de alguma forma. Quem promete a suspensão total está exagerando o que o procedimento faz.
Sim. A levodopa compete com a proteína da dieta pela absorção, então uma dose tomada junto de uma refeição rica em proteína pode agir tarde ou quase não agir. Ajustar os horários em torno das refeições costuma ser uma das mudanças mais simples e eficazes que fazemos.
Envie seus exames e algumas linhas explicando a situação. Um coordenador responde em um dia útil, sem custo e sem compromisso.